Exclusivo: Bitstocks, exchange de Bitcoin, deve iniciar operações no Brasil ainda em 2020 para ‘difundir’ Bitcoin SV

O Brasil pode ganhar, ainda em 2020, mais uma plataforma para negociação de Bitcoin e criptomoedas tendo em vista que, segundo informações compartilhadas com o Cointelegraph em 18 de fevereiro, a empresa inglesa Bitstocks, planeja iniciar operações no país.

Fundada por Michael Hudson, a empresa oferece uma gama de serviços em criptoativos, como consultoria de investimentos, custódia e mesa para negociação de balcão (OTC). A empresa também oferece um produto de investimento em criptomoedas, como se fosse um fundo, no qual cobra uma taxa de performance de 25%.

Contudo, a possível chegada da Bitstocks no Brasil não atende somente a uma demanda por mais um mercado para a empresa, e sim a estratégia de expansão da comunidade Bitcoin SV, coordenada por Craig Wright e Calvin Aere, com os quais, Hudson é alinhado, chegado a declarar que Wright é Satoshi Nakamoto sem sombra de dúvidas.

A expansão da empresa para o Brasil teria sido desenhada ainda em 2019 como parte da estratégia de difusão do BSV que anunciou no ano passado o início de uma presença forte na América Latina com a contratação de embaixadores e um time de divulgação do projeto.

Como parte deste plano de expansão do BSV recentemente a empresa lançou uma aplicação chamada “Gravity Beta” que funcionará como uma wallet para BSV mas também uma plataforma de intercâmbio no qual será possível converter as três principais criptomoedas que levam o nome Bitcoin: BTC, BCH e BSV.

As primeiras iniciativas para a chegada da Bitstocks ao Brasil já teriam sido dadas e a empresa protocolou um pedido no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual, com relação ao nome e aos serviços atrelados a ele. Depois, que o pedido for aprovado, segundo levantou o Cointelegraph, a empresa pretende contratar pessoas no país para começar as atividades.

O Brasil também não seria o único mercado na mira da empresa que pretende usar o país como uma ‘base’ para ter presença na América Latina, tendo em vista o crescente uso de criptomoedas na região, porém, uma das questões que vêm sendo levantadas é o relacionamento com o sistema bancário tradicional que, assim como no Reino Unido, pode causar problemas para e empresa que já foi obrigada a ter contas correntes em Gibraltar, Polônia e Bulgária por conta de restrições na Inglaterra.

Ainda não há prazo oficial para o início das atividades no Brasil. O Cointelegraph tentou contato com a Bitstocks para confirmar as informações mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

Hudson é um dos early adopters de Bitcoin e no ano passado acabou sendo notícia no mundo das criptomoedas pela polícia ter encontrado sua Lamborghini roxa abandonada em um vala perto do campo de treinamento do Spurs (Tottenham Hotspur). O carro estava capotado e na contramão da pista. Hudson contou que vinha voltando para casa e se envolveu em um acidente.

Como noticiou o Cointelegraph, enquanto Hudson e a comunidade do Bitcoin SV tenta impulsionar a criptomoeda e influenciar sua adoção, Craig Wright, que afirma ser Satoshi Nakamoto, alertou a comunidade e os desenvolvedores do Bitcoin (BTC) e do BCH para que parem de usar o banco de dados Bitcoin para evitar possíveis ações judiciais que supostamente seriam abertas por ele.

“Como criador do Bitcoin, mantenho os direitos sui generis de qualquer cópia do banco de dados criada a partir do Gênesis em janeiro de 2009. Não vou renunciar à propriedade. Vou licenciá-lo e já participei de um processo”

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